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Papo sobre Autoestima

17/01/2017

Papo sobre Autoestima

Inspirada na hashtag #PaposobreAutoestima criada pelas meninas do @futilidades lá no Instagram resolvi falar um pouco sobre o momento de descobertas que estou vivendo. Espero que gostem.

Nos últimos tempos tenho mudando muito a forma como vejo o meu corpo. Resolvi olhar pra ele de uma forma mais carinhosa, resolvi tirar o foco daquilo que me fazia não gostar dele. Pensei: o que eu tenho a perder ao amá-lo assim? Do jeito que ele é? O que poderia acontecer de tão ruim ao aceita-ló? Nada. Bem pelo contrário.

Vou voltar um pouco no tempo. Eu não lembro de quando na vida eu não tenha me preocupado com o meu peso. Acho que eu devia ter uns 9 anos quando a pediatra orientou a minha mãe que apesar de ter altura eu deveria fazer uma dieta pois estava com um peso não muito comum para crianças da minha idade. Era um leve sobrepeso, nada absurdo, mas aquele foi o momento em que as “dietas” começaram a fazer parte da minha vida. A regra era sempre dieta. Desde lá eu sempre tinha algum peso a eliminar. Mesmo quando o IMC demonstrava que eu estava dentro do “normal” ainda me sentia gorda – quando na minha mente o termo gorda estava ligado ao feio, ao grotesco, ao errado – e fora daquele padrão idealizado por mim com base nas minhas referências tão limitadas.

Claro que aquilo tudo, aquela pressão por se manter dentro daquele padrão foi gerando uma ansiedade na criança, depois na adolescente e por fim na adulta que continuava uma guerra contra o seu corpo que insistia em ser diferente daqueles que estampavam as revistas. E óbvio que toda essa ansiedade só fazia mal.

Depois de muitos anos insatisfeita, depois de medicamentos, depois de anos de efeito sanfona, depois de distúrbios alimentares resolvi  arriscar… Procurar a beleza além dos padrões com os quais cresci. Buscar novas referências, novas inspirações.

Já fui mais magra e mais jovem do que sou hoje, mas não mais feliz. É um processo difícil esse de se ver com amor e mudar o olhar.

“Aquele olhar treinado a perceber

a imperfeição.”

 

Sigo vendo as “imperfeições” e até percebo um certo charme nisso, afinal, isso me torna única. Mas digo mais uma vez: Não é fácil, é um dia após o outro, mas não custa nada tentar. Tentar se amar. ❤

Uma dose de autoestima pra melhorar o seu dia

Aproveito o clima para compartilhar com vocês o trailer do documentário Embrace, um projeto criado pela fotógrafa Taryn Brumfitt que anteriormente criou um movimento chamado The Body Image Movement onde entrevistou mais de 100 mulheres. Nessas entrevistas ela pedia que elas descrevessem os seus corpos. A maioria das respostas traziam palavras pejorativas. O documentário visa mudar a ideia que a sociedade tem em relação aos padrões e mostrar que podemos sim amar o nosso corpo do jeitinho que ele é.

 

 

Foto: Camila França Retratista.

Comentários

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5 comentários

  1. Ju,
    Que post mais lindo e inspirador.
    Como é difícil, né? Eu passei por isso, de me achar sempre fora de todos os padrões, principalmente por conta de medicamentos, depressão, hormônios e efeito sanfona. Já fiz alguns tipos de dietas, mas confesso que cansei, viu.
    Hoje estou numa fase na qual já me aceito mais, mas ainda estou entre abolir completamente a dieta da minha vida, focando mais em uma alimentação mais saudável (o que não sei se deixa de ser nomeado como dieta, né?) e tentar mais algum tipo de dieta restritiva, porque às vezes sinto que pode ser bom pra mim de alguma forma.
    Você está linda, num momento maravilhoso, leve isso pra vida e tenho certeza que muitas coisas vão mudar pra melhor.
    Parabéns!

    1. Aaaai Eve, que bom ler as suas palavras. É complicado mudar isso que carregamos como verdade por tanto tempo.
      Resolvi expor justamente por achar que esse tipo de relato nos dá força e inspiração para mudar.
      Fica bem. Beijo.

  2. Eu era magrinha, mas mesmo assim queria ser como outras meninas mais magras e emagreci mais, cheguei a um início de anorexia mas percebi antes de se tornar algo grave. Depois de um tempo, por causa de medicamentos para outros problemas, acabei engordando e chegando a obesidade, agora vivo numa luta de amor e ódio com meu próprio corpo porque não tem nada de errado com ele mas não é fácil ser gordinha (comprar roupas por exemplo é uma guerra).
    Eu espero que um dia todas nós mulheres (e até mesmo os homens) possamos ser mais ensinados a ter amor próprio e menos a nos comparar com os outros!
    Beijos e até mais :*

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