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Natal frustrado em Gramado – Parte I

12/12/2013
Todos os anos Gramado-RS recebe milhares de turistas para conferir o belíssimo Natal Luz, onde crianças e adultos se encantam com apresentações artísticas, desfiles natalinos, e claro, as luzes, Gramado fica ainda mais bonito nessa época.
Em 2004,  o Rafael e eu resolvemos visitar Gramado, já que passaríamos a data com a família dele em Nova Petrópolis, cidade vizinha. Naquela época eu já adorava fotografar, já o Rafa odiava, porém estando em Gramado eu queria fotos e queria uma foto com ele.
Levei a única câmera que tinha, uma analógica comprada no Paraguai, bem simples mas que funcionava legal. O Rafa que sempre foi ligado em tecnologia tinha uma câmera digital (uhu!), uma Kodak de 2 mega pixels, para 2004 era algo bacana, pelo menos pra mim. A câmera dele estava com pouca bateria então deixamos no carro e pegamos a minha.
Luzes piscando por todos os lados, duendes,  elfos, criaturas lúdicas, eu achava tudo muito bonito, ainda mais tendo o Rafa ao meu lado (era o meu primeiro Natal com ele). Passamos pela famosa Igreja de Pedra, ponto disputado por turistas que buscavam um clique como lembrança. Foi aí que o drama começou!
Tirei minha câmera da bolsa e disse: – Rafaaaa, vamos fazer uma foto NOSSA aqui na frente? 
E ele: – Aaah, quer que eu faça uma foto sua?
Eu: – Não Rafa, eu quero que você apareça. Vamos pedir para alguém tirar! Eu olhava para os lados pensando em quem abordar.
Ele: – Bah, não vamos atrapalhar ninguém, eu não gosto disso, deixa que eu faço uma foto sua.
Respirei fundo!
Ele não estava entendendo o quanto eu queria ter uma foto com ele. Ele queria fazer uma foto só minha, mas disse que não precisava e fomos comer.
A caminho da rua coberta, onde ficam vários restaurantes, eu ficava pensando porque ele não queria fazer a foto e começava a alucinar: – Será que ele não gosta de aparecer em fotos comigo?
Chegamos em um barzinho, pedimos fritas, refrigerante e cerveja. Mulher tem um problema sério, quando fica chateada não costuma falar, fica monossilábica, morrendo de raiva, mas não se entrega e óbvio que eu era desse jeito. Poxa, era tão mais fácil falar, né? Explicar que eu REALMENTE queria uma foto ao lado dele, ou o que sentia. Eu sei, bobagem, o mais importante eu já tinha, que era ele ao meu lado, mas explica isso pra uma adolescente teimosa?
Lá pelas tantas a batata frita já não descia mais pela minha garganta, fiquei quieta e ele indagava o que aconteceu. Comecei a chorar, furiosa e questionando o que impedia ele de posar comigo para uma foto. Ele ficou apavorado (talvez pensando, ou melhor tendo certeza da minha loucura) e disse:
Aiii amor, não precisa ficar assim, não sabia que isso era tão importante pra você! Vem vamos voltar lá e fazer a foto.
Ele me convenceu e voltamos. Sequei as lágrimas com a camiseta, tirei a câmera da bolsa e resolvi fazer uma foto dele primeiro. O que aconteceu? O filme havia travado dentro da câmera! Sim!!! O filme travou e não tinha como fotografar. Xinguei o pobre dizendo que isso só poderia ser praga dele, que agora ele poderia ficar feliz e voltei a chorar. Em pouco tempo me recuperei e resolvemos voltar para o carro. Chegando lá pensei: Bom, já que eu não tenho nenhuma foto, vou fazer uma com a digital.
Liguei a câmera, mirei em uma árvore toda iluminada, 1, 2, 3… Acabou a bateria! Respirei fundo outra vez e fomos embora. Hoje eu dou risada. Mas “péra”, não acabaram as frustrações. No outro ano resolvemos voltar… Mas isso conto no próximo texto pra não ficar longo demais.
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Comentários

comentários

6 comentários

  1. Adorei!

    Homem realmente tem um problema sério com fotos…até hoje o meu precisa ser obrigado a tirar fotos porque se depender dele, não sai em nenhuma!

    bjusss

  2. Hahahaha! Nossa! Ri muito aqui imaginando a cena! Também estou ansiosa para o próximo texto! Você e o Rafael formam um casal muito fofo! Beijos.

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