Dicas Dieta Nutrição Saúde

– Prazer, alimentação saudável!

27/09/2013
Estou muito feliz com a novidade: a partir de hoje serei colaboradora do Frescurinha! Julia, obrigada mais uma vez pelo convite!

Mas vai ser uma coluna sobre o quê?

Pra quem não me conhece sou nutricionista graduada pela USP, pós-graduada em nutrição clínica e possuo capacitação no tratamento de transtornos alimentares pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas.

Quinzenalmente trarei receitas, novidades, notícias e reflexões sobre o mundo complexo da nutrição!

O Frescurinha aborda temas variados, desde cabelo e maquiagem até música, filmes e viagens. Fico à vontade para deixar a minha colaboração aqui porque, independentemente do tema, o conteúdo é exposto de forma bem neutra e sem neuras.

Inclusive já apareceram temas relacionados à alimentação e nutrição por aqui e transbordam comentários! Cada vez mais as pessoas se preocupam com a alimentação, seja por causa da saúde, seja pela estética. O ser humano é curioso, é normal se preocupar com aquilo que compramos, com o que vamos ingerir. O problema é quando essa curiosidade se torna uma preocupação excessiva.

A “alimentação saudável” será a base de toda nossa conversa aqui. Não poderíamos falar tanto de alguma coisa se não sabemos o que é, certo? Então, pra começar, você sabe o que é uma alimentação saudável?

Comer só coisas naturais, inclusive palitinhos de pepino no aniversário do sobrinho?


Cortar carboidratos à noite porque todo mundo na academia faz?

Viver de barrinha de cereal? Aliás, a gente já viu aqui um post sobre as barrinhas de cereais… 



Pois bem, comer bem não é sinônimo de comer muito, e comer pouco, não é comer bem.

A definição de “alimentação saudável” de que mais gosto é esta, da nutricionista norte-americana Ellyn Satter:

“Alimentar-se normalmente (de forma saudável) é ser capaz de comer quando você está com fome e continuar comendo até você ficar satisfeito. É ser capaz de escolher os alimentos de que você gosta e comê-los até aproveitá-los suficientemente – e não simplesmente parar porque você acha que deveria.

Alimentar-se normalmente é ser capaz de usar alguma restrição na seleção de alimentos para consumir os alimentos certos, mas sem ser tão restritivo a ponto de não comer os alimentos prazerosos.

Alimentar-se normalmente é dar permissão a você mesmo para comer às vezes porque você está feliz, triste ou chateado ou apenas porque é tão gostoso. É também deixar alguns biscoitos no prato porque você pode comer mais amanhã ou então comer mais agora porque eles têm um sabor maravilhoso quando estão frescos.

Alimentar-se normalmente é comer em excesso às vezes e depois se sentir estufado e desconfortável. Também é comer menos de vez em quando, desejando ter comido mais. Alimentar-se normalmente é confiar que seu corpo conseguirá corrigir os errinhos da sua alimentação.

Alimentar-se normalmente requer um pouco do seu tempo e atenção, mas também ocupa o lugar de apenas uma área importante dentre tantas da sua vida. Resumindo, o “comer normalmente” é flexível e varia em resposta às nossas emoções, nossa agenda, nossa fome e nossa proximidade com o alimento.”

Bonito, né?!

Com o perdão do trocadilho do título deste post, agora dá pra entender que prazer tem tudo a ver com saúde e com alimentação saudável.

Vamos conversar muito sobre isso ainda e desde já vocês podem deixar suas dúvidas e sugestões de temas, receitas… Fiquem à vontade!

Quem não aguenta esperar pelos próximos posts pode conferir o meu blog, o Fome de quê? 





Comentários

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3 comentários

    1. não dá pra se entregar mesmo. viver de ‘projeto verão’, fazendo loucuras 3 meses antes do verão, passando fome e se matando na academia pra compensar meses de estripulias gastronômicas não dá. alimentação equilibrada o ano todo é um esforço inicial que vale muito a pena 🙂

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