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Pele de Pêssego – Parte II

05/07/2012

Hoje apresento a segunda parte do post sobre ácidos e suas funcionalidades. Quem quiser ler a primeira clique aqui.
Abordarei algumas curiosidades sobre o ácido lático, também conhecido como o ácido do iogurte, o ácido glicólico e o ácido mandélico.
Ácido Lático é um ácido orgânico, AHA (alfa-hidroxiácido) utilizado há muito tempo na indústria de cosméticos. Antes de se tornar um produto para comercialização, o ácido lático é naturalmente formado na fermentação dos produtos como: iogurtes, molho de soja, massa azeda, produtos cárneos, vegetais em conserva, cerveja e vinho. O corpo humano e dos animais também produz quantidades significantes de ácido lático L (+) diariamente durante a realização de atividades físicas como caminhadas e corridas, presente na pele, cabelos e músculos. O ácido láctico faz parte também do fator NMF (fator natural de hidratação), que retém a umidade na pele.
Hoje em dia, o ácido lático, seus sais e ésteres são vastamente utilizados nas indústrias de alimentos, técnica, cosmética e farmacêutica. Os AHAs foram introduzidos na dermatologia pela primeira vez em 1974, quando foram considerados benéficos para o tratamento tópico de dermatoses. 




Subseqüentemente, o uso dos alfa-hidroxiácidos (AHAs) foi ampliado para tratamento de calos, acne, queratoses, verrugas, rugas e pele fotoenvelhecida, além de xerose, seborréia, pele actínica, prevenção do envelhecimento intrínseco e extrínseco da pele.
O ácido glicólico puro tem pH (índice de acidez) próximo a 1,0 (ou seja, ele é muuuito ácido), e por isso tem que ser neutralizado (isto é, diluído) para ser usado dermatologicamente (ou não seria tolerado pela pele). Vem da cana-de-açúcar um dos ingredientes mais usados pelos dermatologistas.
O ácido glicólico tem o poder de atuar aumentando a estrutura da epiderme (a camada mais externa da pele), da derme, e do colágeno, sendo eficiente para reverter os danos causados pelas cicatrizes da acne, bem como do fotoenvelhecimento cutâneo (melhora da textura e coloração e diminuição das rugas). O ingrediente também tem ação esfoliante, assim, além de estimular as células mais jovens, ele também ajuda a penetração de outros produtos na pele (como a vitamina C). Além do rosto o produto também pode ser usado no corpo para estrias recentes (aquelas vermelhas).
Ao contrário do ácido retinóico, (que é sempre considerado medicamento e toda vez que aparecer na composição de um produto ele passa a ser considerado um medicamento e necessita, portanto, de prescrição médica) o ácido glicólico dependendo da sua concentração pode ser encontrado em cosméticos, em dermocosméticos (com eficácia comprovada através de estudos clínicos) e medicamentos. O ingrediente pode ainda ser usado em procedimentos realizados por médico dermatologistano consultório como peelings superficiais e médios.
Se comparado ao ácido retinóico, o glicólico costuma oferecer menos efeitos colaterais e, em contrapartida, ser menos eficiente. Ele é especialmente indicado para pessoas que tendência à formação de talangeictasias (que são pequenas varizes avermelhadas que aparecem na pele) já que elas aumentam com o uso de ác. retinóico.
O ácido mandélico é um AHA (alfa-hidroxi-ácido), derivado de amêndoas amargas. É um dos AHA´S de maior peso molecular, favorecendo um efeito uniforme, o que também minimiza os transtornos comuns da aplicação de AHA`S sobre a pele.
Apresenta semelhança química com o ácido salicílico com sua ação anti-séptica somada às atividades dos Alfa-Hidroxiácidos. Devido ao seu alto peso molécula penetra lentamente na pele e age de forma gradual.
Beijo.

PS: Fernanda Grün Rosa é Fisioterapeuta Estética e atende na Spazio del Corpo, em Lajeado-RS.

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